Ainda assim, só o interessante MAAM, Museo de Arqueologia de Alta Montaña,já vale pela parada. Lá estão expostas as múmias dos ¨Niños de Llullaillaco¨. São três corpos de crianças encontradas em 1999 no topo da montanha de mesmo nome. Acredita-se que foram vítimas do ritual Inca ¨La Capacocha¨, em que crianças da alta sociedade eram ofertadas à mãe natureza, ¨Pacha Mama¨. A preparação começava na antiga capital Inca, Cuzco, e uma peregrinação seguia até diferentes montanhas da cordilheira, onde as crianças eram enterradas ainda com vida. Era uma honra para a família ter uma criança escolhida, e para a sociedade, garantia de boas estações.
Para visitar os atrativos naturais é preciso uma agência ou alugar um carro, uma vez que são todos fora de Salta e não há transporte público. Fizemos o passeio até Cafayate que inclui parada na ¨Garganta del Diablo e Anfiteatro Natural¨, com visita no final do dia, a duas víniculas que produzem vinho da cepa Torrontés, típica da região. O frio atrapalhou um pouco a primeira parte do passeio, por conta da neve, mas chegando à Cafayate o céu abriu.
Os passeio pela região incluem inúmeras quebradas, como a de Humauaca, em Tilcara, ou ainda Salares Grandes, mini réplica do salar em Uyuni, Bolívia. Depois do passeio por Cafayate confesso que já estava cansada de ver cactos e terra vermelha que lembra muito a região onde cresci no norte do Paraná, e o interesse pela região foi diminuindo na mesma proporção em que a temperatura despencava. Tentamos visitar Humauaca, mas os -10 graus da noite anterior desanimou a todos. Salta, que em ¨quechua¨, idioma Inca, significa La linda, vai continuar a mesma, então fica para a próxima.